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Categoria
Sustentabilidade e ESG
Data
15 de maio 2026
Leitura
3 mitudos
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Hernâni Jorge

Relatório de Sustentabilidade: o que deve incluir?

Um relatório de sustentabilidade deve mostrar como uma organização gere os seus impactos ambientais, sociais e de governação. Mais do que comunicar boas intenções, deve apresentar dados, compromissos, práticas e evolução.

O contraste é simples: sustentabilidade sem dados é discurso; sustentabilidade com indicadores é gestão.

Na União Europeia, as empresas abrangidas pela CSRD reportam de acordo com as European Sustainability Reporting Standards, conhecidas como ESRS. As primeiras empresas abrangidas aplicaram as novas regras ao exercício financeiro de 2024, com relatórios publicados em 2025, embora o quadro europeu tenha vindo a ser ajustado por iniciativas de simplificação.

O que é um relatório de sustentabilidade?

É um documento que organiza informação sobre a forma como uma entidade atua em temas como ambiente, pessoas, comunidade, ética, governação, cadeia de valor e riscos.

Para algumas empresas, pode ser uma obrigação. Para outras, é uma ferramenta voluntária de credibilidade, diferenciação e preparação para exigências futuras de clientes, parceiros, financiadores ou entidades públicas.

O que deve incluir?

Um relatório de sustentabilidade deve incluir:

  1. perfil da organização;
  2. contexto de atividade;
  3. temas materiais;
  4. indicadores ambientais;
  5. indicadores sociais;
  6. indicadores de governação;
  7. políticas e práticas existentes;
  8. metas e compromissos;
  9. evolução face a anos anteriores;
  10. riscos e oportunidades;
  11. metodologia usada;
  12. contactos e responsáveis.

Que indicadores ambientais devem ser considerados?

Depende da atividade, mas normalmente incluem:

  1. consumo de energia;
  2. origem da energia;
  3. emissões de gases com efeito de estufa;
  4. consumo de água;
  5. produção de resíduos;
  6. valorização de resíduos;
  7. uso de materiais;
  8. impactes na biodiversidade;
  9. medidas de eficiência;
  10. projetos ambientais implementados.

O objetivo não é encher o relatório com tudo. É escolher indicadores relevantes, compreensíveis e comparáveis.

ESG não é decoração institucional

Muitas organizações cometem o erro de usar ESG como camada de reputação. Isso cria fragilidade. Um bom relatório deve aceitar imperfeições, mostrar progresso e explicar decisões.

A credibilidade nasce da coerência: o que a organização diz, o que mede, o que faz e o que melhora.

Como a ECODESAFIOS pode apoiar?

A ECODESAFIOS pode apoiar na definição de indicadores, recolha de dados, estruturação narrativa, análise ambiental e preparação de relatórios adaptados à realidade da organização.

A abordagem certa não é copiar modelos internacionais sem critério. É construir um relatório proporcional, rigoroso e útil para decisão.